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Esta obra nos oferece um campo de elaboração
simbólica para os enigmáticos sons da intolerância,
do radicalismo, do racismo, que são autores
do movimento inquietante das folhas humanas,
que sem beleza nem suavidade se chocam no
desconforto da ausência de paz. Ela não é pretensiosa
nessa tarefa com discursos apocalípticos ou soluções
bombásticas, antes disso oferece um teatro de
imagens belas e dinâmicas priorizando a fantasia
como mensageira da realidade.
Os autores, em sua criação, nos dão a sensação de
que haverá sempre um segundo ato a ser apresentado;
essa idéia retrata a dinâmica do mundo ao mesmo
tempo que restaura o fracionamento, a quebra imposta
pela vertiginosa modernidade, colocando em
pauta que, apesar da confusão
dos ventos, nós temos continuidade. |
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Elizabeth Penedo Psicanalista |
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